GRUPO:ADRIEN,ALEXANDRE,ELISANA E PEDRO.8ºserie

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Diversidade Sexual

A expressão diversidade sexual só pode ser analisada se for possível compreender e aceitar que a Humanidade pode apresentar similaridades biológicas, mas no que tange às convenções sociais adotadas por cada comunidade de indivíduos, as diferenças podem ser gritantes. Isso porque a estruturação de cada organização social passa pela elaboração de fundamentos, normas e sistemas a ela inerentes, os quais se distinguem dos criados por outros grupos.
Este conceito define as diversas faces assumidas pela esfera sexual humana. Quando se leva em conta o grau de complexidade da interação social, das diferenças culturais, dos idiomas e hábitos distintos, entre outros elementos que conferem identidade às diferentes sociedades, é mais fácil compreender a diversidade sexual.
Esta diversidade não se limita apenas ao exercício do sexo, mas igualmente a tudo que configura a sexualidade – as experiências de vida, os costumes assimilados ao longo da existência, as emoções, os apetites, o modo de agir e a forma como as pessoas se vêem e são vistas pelos outros.
Ela também engloba a multiplicidade de expressões, práxis, experiências, aspirações, identidades e atuações que divergem dos moldes convencionais, adotados pelos heterossexuais, completamente aceitos e assimilados pela sociedade. Os demais gêneros, considerados socialmente transviados – gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transgêneros, entre outros -, encontram geralmente sua forma de expressão na militância cultural e artística, em eventos como o Festival Mix Brasil da Diversidade Sexual.
Esta mostra compreende a transmissão de filmes e vídeos sobre questões ligadas a estas identidades sexuais; anualmente são exibidas cerca de 150 películas, em grande parte compostas por curtas-metragens, em cinemas das capitais e municípios brasileiros. Este país é também sede da célebre Parada Gay e do Mercado Mundo Mix.
A existência de sexualidades heterodoxas não é uma marca do mundo contemporâneo. Desde tempos ancestrais pessoas do mesmo sexo se atraem; na antiga Grécia, por exemplo, era habitual o relacionamento entre homens, pois era um hábito cultural jovens passarem uma fração de sua existência ao lado de um filósofo mais velho, que lhes transmitiria suas experiências não só na esfera filosófica, mas também a arte dos combates e do amor. Nesta época, portanto, não havia preconceito com relação a esta modalidade de interação sexual, pois esta espécie de união era comum, e até mesmo estimulada pelas convenções desta civilização.
A homofobia é proibida por leis no Brasil, que através de artigos contidos na Constituição de 1988 protegem as minorias sexuais deste país. Há também um projeto que pretende adicionar o termo ‘orientação sexual’ no artigo que rege esta questão, para que o preconceito seja completamente erradicado. O Estatuto da Criança e do Adolescente também defende os infantes desta espécie de discriminação.
As punições contra este assédio vão desde o mero aviso, até a negação da permissão para que a instituição preconceituosa continue atuando, passando pela aplicação de multas ao mesmo. Casais de homossexuais já começam a conquistar o direito de adotar crianças, e a Previdência dá os primeiros passos na direção da concessão de benefícios aos parceiros homossexuais de segurados do INSS.

Vasectomia

A vasectomia é uma intervenção cirúrgica relativamente segura que permite ao homem eliminar sua fertilidade, o que implica em não poder mais ter filhos; ela é, assim, um dos recursos contraceptivos de que os casais dispõem ao optar por não mais reproduzirem. O processo é simples; o cirurgião extrai uma fração de cada um dos dois canais, conhecidos como dutos ou canais deferentes, órgãos incumbidos do transporte dos espermatozóides da região testicular ao pênis.
Este procedimento é tão singelo que não exige nem mesmo que o paciente fique internado; ela pode ser realizada no próprio consultório do cirurgião; a anestesia é local, aplicada exatamente sobre o escroto, bolsa cutânea na qual estão localizados os testículos. Este processo esterilizador só é aplicado quando o casal decide optar por este caminho de livre e espontânea vontade, principalmente o homem.
Alguns meses após a cirurgia o sêmen, substância expelida pelo homem no momento da relação sexual, não mais conduzirá em seu interior os espermatozóides, responsáveis pela fecundação dos óvulos femininos. Isso não significa, como muitos podem acreditar, que o indivíduo perde ou tem seu desempenho sexual reduzido. Ele obtém sua ereção da mesma forma, apenas com a ausência dos espermatozóides.
O nível de segurança desta operação é quase total; pesquisas apontam que os índices de insucesso na cirurgia limitam-se a menos que 1%. Contudo, como qualquer cirurgia, a completa eficácia e a carência de obstáculos pós-procedimento dependem da vivência profissional do cirurgião e da tecnologia usada no instante da intervenção.
Boa parte dos pacientes apresenta, ao longo de três ou cinco dias depois da vasectomia, mínimas dificuldades na pele escrotal. Estudos indicam que ela não agrava a aterosclerose, inflamação crônica que provoca a constituição de placas nas paredes dos vasos sanguíneos. Quanto à ocorrência de câncer de próstata ou de testículo nos que recorreram a este método contraceptivo, os médicos garantem que eles não ficam mais suscetíveis a adquirir estas enfermidades.
Os membros do sexo masculino devem refletir bem antes de decidir realizar esta cirurgia, pois ela é quase sempre impossível de ser revertida. Há também outros meios de se praticar o controle de natalidade, por esta razão é melhor consultar o médico sobre possíveis caminhos a serem adotados.
É importante que o paciente siga as orientações médicas prescritas antes do procedimento cirúrgico, o que certamente prevenirá futuros problemas. A intervenção dura apenas de 15 a 20 minutos. Com o paciente anestesiado, o cirurgião efetua uma mínima incisão na pele da bolsa escrotal, e então os dutos deferentes, agora visíveis, são submetidos à retirada dos necessários fragmentos.
Logo depois as partes restantes dos canais são atadas para que não ocorra a provável formação de um novo canal. Este mecanismo é repetido em cada duto; no final os canais são restituídos à bolsa e a pele é costurada. É normal que o paciente sinta alguma dor na região atingida e também o aparecimento de um pouco de sangue ou de outra substância no local do corte. É comum, igualmente, um certo inchaço e a cútis ligeiramente azul ou escura.

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Laqueadura

A laqueadura é um método contraceptivo utilizado para que as mulheres não mais engravidem. Este procedimento é definido por uma incisão e/ ou ligadura cirúrgica das trompas de falópio, através das quais passam os óvulos, saindo dos ovários na direção do útero. Desta forma, com a ruptura do caminho por eles percorrido, não há mais a possibilidade deles se unirem aos espermatozóides, o que torna a fecundação impossível.
Este cerco aos óvulos é concretizado por meio de anéis confeccionados com plástico, clipes titânicos, queimadura das trompas, entre outros recursos. Esta intervenção, considerada muito confiável, embora sempre possam surgir obstáculos, como a ação mal-sucedida do cirurgião, que pode elaborar um nó mais intenso nas tubas uterinas, lesar as artérias, ou danificar a circulação e as tarefas do ovário, provocando a menopausa prematura, demanda que o paciente fique internado e receba a aplicação da anestesia geral ou da espinhal.
Assim como a vasectomia, a possibilidade da mulher conceber é reduzida a menos de 1%. É fundamental, porém, que a parceira continue a recorrer aos recursos contraceptivos para evitar doenças como a Aids. Quanto ao futuro desejo de reverter a cirurgia, 70% das pacientes obtêm sucesso e conseguem ficar grávidas de novo.
Mas esta nova intervenção só será possível conforme o tipo de laqueadura realizado e se não houve complicações posteriores. As técnicas mais passíveis de reversibilidade são as que se valem dos anéis de plástico e dos clipes de titânio. Por esta razão as mulheres devem ter muita certeza do que desejam ao optar pela laqueadura, pois nem sempre elas poderão reverter o quadro.
Além disso, as pacientes podem ser afetadas psiquicamente e o remorso não é incomum. Pesquisas indicam que 60% das mulheres acalentam o desejo de engravidar novamente quando conhecem um novo par, um filho morre ou a vida econômica prospera. Em algumas situações fora do comum a laqueadura sofre uma regressão natural, sem nenhuma intervenção, quando o corpo recria nas trompas o antigo canal, por onde novamente os óvulos podem transitar e encontrar os espermatozóides.
Somente as mulheres com idade superior aos 25 anos, após a realização de duas ou mais cesarianas, podem ser submetidas à laqueadura. Em nosso país esta intervenção cirúrgica é prevista legalmente pela Lei 9.263, de 1996, a qual rege o Planejamento Familiar e determina estes requisitos.
As pacientes permanecem por dois dias internadas, para que possam ser observadas pelos médicos. Já em casa elas devem descansar ao longo de dez dias. Embora elas não possam mais engravidar, a menstruação flui normalmente, a menos que algum problema surja posteriormente.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Anorgasmia

Anorgasmia, também conhecido como transtorno do orgasmo feminino ou disfunção orgástica, pode ser definido como um atraso ou ausência persistente recorrente do orgasmo feminino, caracterizado por ausência ou retardo após um período de excitação sexual adequada. Resumidamente, é uma falta de orgasmo durante o ato sexual.
A anorgasmia não deve ser considerada uma doença física ou algo do tipo. Não é considerado anorgasmia se a mulher é capaz de atingir o orgasmo por meio de automanipulação do clitóris. A freqüência desse transtorno é muito alta, sendo que acomete de 50% a 70% das mulheres, segundo pesquisas realizadas. Normalmente, a atitude de negar a anorgasmia é um modo de defesa para muitas mulheres. Essa atitude deve ser repensada, pois esse comportamento faz com que a mulher se prive de uma possibilidade de prazer. Além disso, esse transtorno pode resultar em consequências negativas: a mulher pode passar a ter aversão sexual devido à realização do ato sexual sem prazer, e sem atingir adequada lubrificação para o ato, pode haver dor durante a relação.
Dentre os diferentes fatores que causam a anorgasmia, predominam os aspectos psicossociais, a questão orgânica tem baixa relevância, computando aproximadamente 5% dos casos. Os aspectos psicossociais referem-se a falsas crendices, tabus, religião, falta de informação, estrutura de valores que supervalorizam a sexualidade e o desempenho sexual, medo de ser abandonada ou engravidar, experiências traumáticas, falta de intimidade com o próprio corpo e/ou com o parceiro, entre outros. Quanto aos fatores orgânicos destacam-se: algumas doenças, disfunções hormonais, uso abusivo de bebidas alcoólicas e/ou drogas psicoativas e dores durante a relação sexual. Outras causas dizem respeito a má-formação congênita que pode dificultar o acesso à vagina.
Uma mulher, ao identificar a falta de orgasmo durante o ato sexual, deve procurar um médico para investigar sua etiologia. Na persistência dos sintomas, após o encaminhamento e do possível tratamento indicado, levando-se em consideração que esse problema pode estar relacionado a fatores psicológicos, o tratamento indicado é um acompanhamento psicoterápico, que visa:
  • Eliminar as atitudes negativas e prejudiciais em torno da sexualidade em geral e sobre o orgasmo em particular;
  • Melhorar a relação através da comunicação entre os parceiros;
  • Programa de habilidades sexuais, que consiste em uma série de exercícios específicos para a disfunção.
Um tratamento muito eficaz é a fisioterapia ginecológica que trata a anorgasmia com um trabalho de fortalecimento do assoalho pélvico e ajuda a mulher na busca do autoconhecimento do corpo.

Frigidez Feminina

A palavra frigidez tem sua raiz em frigi, que em latim significa frio. Entende-se por frigidez um quadro no qual a mulher não é capaz de gozar durante uma relação sexual, no qual não existe a expressão, do fogo, do desejo. Este quadro não exclui a possibilidade de esta mulher vir a ser orgástica.
Diversos fatores podem interferir na libido feminina. Dentre eles, destacam-se:
  • Fatores orgânicos: doenças que acometem os genitais diretamente, como uma infecção (vulvovaginite, por exemplo), ou indiretamente (como o hiperprolactinoma); transtornos psiquiátricos crônicos; uso de determinadas medicações, como anti-hipertensivos e antidepressivos.
  • Fatores emocionais: traumas ao longo da vida (como abuso sexual, estupro ou violência sexual); repressões sexuais antigas, culpas e ansiedades vinculadas a não permissão ao sexo; conflitos conjugais importantes; relacionamento infantilizado entre os cônjuges; falta de comunicação e intimidade do casal; falta de atração e de afeição pelo parceiro.
  • Fatores culturais e sociais: falta de educação ou orientação sexual; medo de engravidar; dificuldades do cotidiano; estímulo sexual inadequado; repressões sociais à sexualidade da mulher, especialmente por parte de determinadas religiões.
Normalmente, a frigidez resulta da combinação dessas influências, sendo que os fatores sociais apresentam um peso significativo.
Juntamente com a frigidez, vem uma série de problemas que podem agravar o quadro. Primeiro vem a ansiedade, seguida de desinteresse e falta de apetite sexual. Pode haver também leucorréias, alterações ou falta de ciclo menstrual, vaginismo (dor ou ardência nas relações, devido à contração dos músculos vaginais ou lubrificação inadequada) e dispareunias.
Todavia, disfunções sexuais podem proporcionar um ambiente propício para a proliferação de invasores, tais como micoses e bactérias, devido à falta de defesas pubianas, resultantes das disfunções hormonais. Também pode haver dores lombares e alterações de humos, porém, o principal agravante é o desgaste conjugal resultante da falta de comunicação.
A melhor opção de tratamento é o acompanhamento psicológico, no entanto, em conseqüência da timidez, dificilmente um casal procura a ajuda de um especialista.  O primeiro passo deve ser o diálogo entre os cônjuges. Também pode-se tentar experiências sexuais alternativas, como carícias e sexo sem penetração vaginal, para quebrar a primeira barreira, que é a timidez. Essas experiências também podem ajudar quando o problema apresenta etiologia hormonal ou falta de excitação feminina. Nos casos de monotonia sexual, ambientes novos e realizações de fantasias sexuais também são válidos.

Hipersexualidade

A Hipersexualidade é um estado doentio caracterizado pelo impulso sexual exagerado.
Definida cientificamente como uma síndrome neurocomportamental associada com a disfunção do lobo temporal medial bilateral, a hipersexualidade é um transtorno que pode ser o resultado de uma variedade de condições, incluindo trauma craniocerebral, infecções, doença de Alzheimer e perturbações cérebro-vasculares. A hipersexualidade está relacionada com a questão quantitativa do sexo em níveis normais e em níveis patológicos.
Pessoas diagnosticadas com a Hepersexualidade costumam ser desinibidas em relação ao assunto sexo e são obcecadas pelo tema. Entretanto a maioria dos pacientes não apresente nenhuma outra disfunção neuropsiquiátrica visível. Há certa dificuldade em se atestar o diagnóstico em função da ausência de demonstração de outras disfunções, mas essas pessoas podem estar em risco acentuado por se envolverem demasiadamente com situações sexuais. Assim, praticam sexo de risco com prostitutas e muitos desconhecidos, o que, naturalmente, aumenta exponencialmente o risco de contágio de doenças sexualmente transmissíveis. Quem sofre dessa disfunção e está em um relacionamento, normalmente, não consegue ser fiel. Em casos extremos, pode ocorrer até o abuso sexual com outras pessoas.
Muitas pessoas ainda hoje não buscam ajuda médica em diversas situações, caso que se repete com pessoas com hipersexualidade. Em muitos casos, elas entendem seus impulsos como algo problemático, mas, por vezes, ainda se orgulham de tal condição. Para ser considerado nível patológico, esse comportamento sexual compulsivo deveria causar sérias consequências interpessoais e sofrimentos emocionais, ocupacionais, familiares e financeiros.
A hipersexualidade pode estar vinculada com outros transtornos no paciente, como transtorno bipolar, esquizofrenia, Alzheimer ou outras lesões cerebrais. O tratamento do Mal de Parkinson também pode acarretar no transtorno. Sendo assim, o tratamento deve levar em consideração a vinculação com outra desordem.

Assexualidade

A assexualidade consiste em uma orientação sexual que se caracteriza pela ausência de desejo sexual por todos os gêneros, sendo que, para alguns indivíduos assexuais, há também a falta de atração romântica.
Não se deve confundir assexualidade com celibato. Neste último, embora os indivíduos sintam desejo sexual, os mesmos optam por abster-se de qualquer tipo de contato sexual, habitualmente em decorrência de crenças pessoais ou religiosas. Desta forma, a assexualidade não está ligada à castidade, disfunção sexual ou moralidade.
Atualmente, as pessoas procuram classificar a assexualidade como uma orientação sexual legítima, e não como uma patologia. Todavia, existem indivíduos que acreditam que esta condição se trata de um distúrbio de hipoatividade sexual, ou até mesmo aversão sexual. Além disso, também há quem diga que esta condição pode ser causada por abuso sexual no passado, repreensão sexual, disfunções hormonais, desenvolvimento tardio de atração, ou ainda o fato de não ter encontrado a pessoa certa.
É importante esclarecer que ser assexual não significar não gostar ou ser contra o ato sexual, embora alguns se encaixem nessa categoria, eles simplesmente demonstram falta de interesse em estabelecer interação sexual com outras pessoas. Os sentimentos podem continuar vivos, sendo que um indivíduo assexual é perfeitamente capaz de demonstrar carinho, afeição e ser feliz com o seu parceiro sem sentir atração sexual.
Para grande parte da população a excitação sexual é uma ocorrência regular, apesar de nem sempre estar ligada ao desejo de encontrar um parceiro sexual. Alguns indivíduos assexuais se masturbam ocasionalmente, mas não sentem desejo de ter um parceiro sexual. Outros assexuais apresentam pouca ou nenhuma excitação.
Os indivíduos que são assexuais tipicamente não enxergam essa falta de desejo como um problema a ser corrigido. Uma vez que não causa angústia, não deve ser visto como um distúrbio emocional ou patológico.

Coito interrompido

O coito interrompido trata-se de um método de contracepção, na qual o indivíduo retira o pênis da vagina momentos antes da ejaculação, durante o ato sexual, impedindo, desta forma, que o esperma seja depositado na vagina.
Embora seja muito utilizado pela população, é considerado um método contraceptivo pouco eficaz, tendo um índice de falha de 19%, uma vez que pequena quantidade de sêmen é eliminado durante as preliminares.
As vantagens deste método residem no fato de não necessitar do uso de fármacos ou de preservativos. Desta forma, o coito interrompido pode representar uma opção para pessoas que possuem crenças religiosas que são contra a maior parte dos métodos contraceptivos.
Contudo, as desvantagens são maiores. Pode ser difícil precisar o momento certo para se retirar o pênis da vagina; há a diminuta quantidade de sêmen que é depositada na vagina durante as preliminares, que pode ser suficiente para fecundar um óvulo, resultando em uma gravidez indesejada; é provável que a mulher necessite de estímulos após o coito interrompido para alcançar o orgasmo; elevado índice de falha, que gira em torno de 19%; e o mais importante, não previne contra doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

Mutilação sexual

A mutilação sexual refere-se ao ato de cortar os genitais, no caso dos indivíduos do sexo masculino, ou de extrair o clitóris, no caso dos indivíduos do sexo feminino. Esta é uma pratica comum em certas comunidades, especialmente em meninas.

Mutilação Sexual Feminina

É comum em alguns países da África Subsaariana, sudoeste asiático e em algumas regiões do Oriente Médio, além de ter sido registrada algumas formas de mutilação sexual feminina em alguns países da América Central e do Sul. Trata-se da amputação do clitóris da mulher, fato que resulta na extinção do prazer durante o ato sexual. De acordo com a tradição destes povos, os pais agem com boa intenção, providenciando a remoção do clitóris, prática denominada clitoridectomia, e, em certos casos, até dos lábios vaginais de suas filhas durante a pré-adolescência. Além da remoção do clitóris, existe outra prática, chamada de infibulação, que consiste na remoção do clitóris, dos lábios menores e parte dos maiores e, por fim, fechamento do canal vaginal por meio de sutura.
Estas práticas não são aceitas pelos países Ocidentais, sendo considerada uma prática abominável e ilegal da modificação corporal imposta àqueles que ainda não possuem idade suficiente para tomar tal decisão.
Dependendo da região, esta prática é feita quando as meninas ainda são bem novas, para que não se lembrem da dor. Todavia, em outras regiões, a mutilação sexual é feita mais tarde, pois as meninas já são consideradas maduras para assumir a dor.
A mutilação sexual, além de inibir o prazer, leva a sérios riscos de saúde física e psicológica à mulher. Outro problema também observado em mulheres submetidas à mutilação sexual é o aumento do risco de que a mulher mutilada gere crianças com problemas, nasça morta ou morra logo em seguida ao nascimento.

Mutilação Sexual Masculina

Nos homens, a prática da mutilação sexual engloba a circuncisão e a castração.
A circuncisão tipicamente é praticada como um ato religioso, especialmente entre os judeus e os mulçumanos, e muitos médicos acreditam que se trate de uma medida profilática, impedindo o acúmulo de esmegma entre a glande e o prepúcio que a recobre. Caso esta secreção genital não seja removida, cria um ambiente propício para a proliferação bacteriana, podendo levar a uma infecção da área. Realiza-se em certos casos de fimose, parafimose ou quando a glande não pode ser exposta.
Contudo, muitos pacientes circuncidados reclamam da condição, pois a circuncisão reduz a sensibilidade nos órgãos genitais, levando mais tempo para o indivíduo atingir o orgasmo. Desta forma, esses pacientes procuram reverter esta condição através da reconstrução genital não-cirúrgica. Esta técnica faz com que a pele expanda, dando origem a um pseudo-prepúcio. Embora não seja possível recuperar totalmente o prepúcio, pacientes relatam uma melhora significativa da sensibilidade sexual.
Já a castração, que é a remoção dos testículos, é feita atualmente somente em casos excepcionais, como câncer de testículo e ato de emasculação. Contudo, na Idade Média, este era um ato comum, realizando-se a castração em meninos cantores para não ocorrer alteração em suas vozes. Além disso, na antiguidade, os senhores costumavam castrar os seus servos, conhecidos como eunucos, para assegurar a origem da prole.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Aborto: ruím para a mulher, pior para o bebê.

É mais um tema legal de se falar: Aborto.
Concordo quando o governo diz que o Aborto é um problema de saúde pública e que é preciso tomar providências, mas discordo totalmente dos critérios desta triste constatação.
O Aborto no Brasil é crime e só é permitido em caso de estupro e  ou risco de morte para a mãe. Mas todos os anos milhares de mulheres dão entrada no SUS para se tratar de abortos espontâneos (caso em que não é provocado) e abortos inseguros . Segundo  o próprio governo  este número é preocupante, só em 2004 foram 243.988 mulheres atendidas nestes casos. Isso sem contar aquelas que fazem aborto em clínicas clandestinas ou em fundos de quintal por ai.
O risco de morte para a mãe é grande quando se faz um aborto ainda mais clandestino e essa é uma grande preocupação de toda a sociedade. Coisa justa! Mas e o bebê, quem o defende? Se o risco de morte para mãe é grande, para o bebê é certo. Isso quer dizer que cada aborto é uma assassinato de um inocente incapaz de se defender. É preciso defender também o bebê e não só a mãe.
Há muitos casos em que médicos oferecem o aborto como solução para uma gestação em que o bebê vai nascer com má formação e pode não viver muito fora do útero, ou mesmo ter problemas o resto da vida. E isso legitimaria assassiná-lo? Só porque não fala? Só porque não ouve? O que os olhos não vêem o coração não sente?
Aborto é problema de saúde pública SIM, mas antes, é um problema MORAL! O fato de não considerar a vida intrauterina só porque ela não é desejada é um problema moral que afeta as raízes da raça humana. A constituição do Brasil garante o direito à saúde para todo cidadão, mas o nascituro não é cidadão ainda… Por isso o bebê sempre morre sem direito a defesa, sem direito à saúde, sem direito à velório sem ser defendido por sua própria mãe.
Aliás, a única pessoa que pode acabar com esta matança é você, mãe! Acabar com a matança das crianças e das mães causadas pelo aborto  ” inseguro”, nome suave usado pelo governo para não colocar peso na consciência de quem mata o próprio filho antes mesmo dele nascer. É duro ouvir isso? Pior é morrer por causa disso!
É duro engravidar do namorado ou da aventura de uma noite de balada, você não esperava, mas aconteceu. É duro ficar grávida e estar ou ficar desempregada. É duro ficar grávida e não ser acolhida por niguém da família. É duro… Mesmo tomando medicamentos contraceptivos… É duro ficar grávida sendo tão jovem. É duro receber a notícia de que seu bebê vai nascer com problemas de saúde…
Nós humanos deveríamos fazer de tudo para salvar vidas mais ainda se tratando de nossos filhos. Acredito que para uma mulher chegar ao ponto de cometer um aborto, é sinal de que algo está muito errado, algo tão sério que afeta as raízes da humanidade, algo que vai de encontro à nossa história, à sua história, já que todos nós nascemos e não fomos abortados.
Será que você realmente já tentou tudo, tudo mesmo para resolver o seu problema? A única solução realmente é o aborto? E o que o aborto vai solucionar? Seu problema de consciência? Seu futuro comprometido pela gravidez?
Não importam os motivos da mãe, eles jamais levam em conta a vida do bebê…
Quanto à gravidez “indesejada”, é outro problema moral, que por sua vez é a maior causa da procura pelo aborto. Segundo a OMS, metade das gestações é indesejada. Mas isso é um assunto para outra matéria.
Deixo algumas fotos de vítimas de aborto não assistidas… Talvez alguém evite mais mortes inocentes.
Este último bem que tentou reagir…
Só depende de você, mãe…
Salve vidas, salve nossas crianças, salve nosso futuro!

Grupo leva à Câmara anteprojeto para descriminar uso de drogas

Comissão entrega a Marco Maia proposta que já conta com 110 mil assinaturas de apoio
BRASÍLIA - Uma comitiva da Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia (CBDD) entregou nesta quarta-feira ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS) um anteprojeto de lei que propõe a descriminalização do uso de drogas. A proposta já conta com cerca de 110 mil assinaturas de apoio, coletadas desde o começo da campanha, no dia 7 de julho. De acordo com a entidade, a meta é chegar a um milhão de assinaturas, coletadas pela internet, para pedir a criação de uma legislação sobre drogas “mais justa e eficaz”

Segundo o presidente da CBDD, Paulo Gadelha, Marco Maia, aceitou a sugestão do grupo de colocar o anteprojeto de lei no site E-democracia, da Câmara, que abre debates pela internet, para ser transformado em um projeto a ser discutido pelo Congresso. A ideia, segundo Gadelha, é que se debata o tema até o final deste ano, para que em 2013 se tenha um texto fechado e o projeto entre em tramitação.

- Não há no projeto a ideia de legalização de drogas. E não estamos defendendo o arrefecimento no trato aos traficantes – disse Gadelha. - somos rigorosos no sentido da repressão ao tráfico, Mas é importante distinguir traficante de usuário. E a distinção está em retirar as penas criminais para os usuários.

O projeto apresentado pela entidade sugere a adoção de um modelo similar ao que existe em Portugal para os casos em que um usuário de drogas é apreendido. Gadelha defende que é importante descriminalizar o uso e transformá-lo em infração administrativa, o que tira o estigma do usuário. No modelo português, os usuários são tratados por uma comissão, composta por médicos e especialistas, que acolhem a pessoa e indicariam o melhor tratamento para ela.

- A sociedade tem de discutir esse tema como um todo. É uma maneira desassombrada de tratar o assunto – disse.

A coleta de assinaturas para o projeto será mantida apenas na internet, explica Rubens Fernandes, diretor do Viva-Rio, uma das entidades que participam do grupo.

- Não quisemos misturar a coleta (nas ruas) com o ambiente eleitoral. Só faremos a coleta depois das eleições. Temos tido uma resposta impressionante com a internet – afirmou Fernandes, que disse que a meta era conseguir 50 mil assinaturas em um mês, e a campanha obteve mais que o dobro.

Estão na comitiva o diretor da ONG Viva-Rio, Ruben César Fernandes, e o coordenador do Banco de Injustiças, Pedro Abramovay, além do presidente do CBDD, Paulo Gadelha. A entidade destaca que a comissão que discutiu o texto apresentado a Marco Maia é muito representativa, pois reúne cientistas, religiosos, juristas e estudiosos do tema.

- A ideia é colocar o usuário de droga no lugar correto. Jogar na cadeia é uma violência. É preciso haver a distinção entre o usuário e o traficante – afirmou o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que apoia a mudança na lei.

Fonte : Clique Aqui

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Sexo e maconha

   Passeando num fim de tarde pela nossa orla, me surpreendi pelo número de jovens que “fumavam” maconha, principalmente pelo ar de superioridade que todo culpado lança para se proteger de seus próprios fantasmas.
 Mal sabiam eles que muito menos do que censurá-los eu pensava na recente pesquisa que mostra que usuário de maconha tem disfunções sexuais acentuadas em relação aos homens que não usam.
Como sabemos, por inúmeros exemplos no mundo todo que a repressão não reduz o consumo e que isso só ocorre com a educação, desenvolvimento da autoestima e o conhecimento, resolvi escrever sobre isso.
Uma pesquisa recente sobre saúde sexual e maconha sugere que o pênis contém receptores para os ingredientes ativos da maconha
Embora já se soubesse que a maconha pode afetar determinados receptores no cérebro, agora se sabe que esses receptores também estão presentes no pênis.
O consumo da maconha pode ter um efeito neutralizador sobre esses receptores no pênis, tornando mais difícil para um homem  alcançar e manter uma ereção.
Mas independente de pesquisas, acho mais importante ainda ressaltar o quanto o uso de qualquer droga desde o tabaco até as mais pesadas estão intrinsecamente ligadas a uma anestesia, a uma ausência de sentido na sua realização. Afastando o ser humano daquilo que lhe é mais caro, a liberdade de sentir, explorar e dividir suas emoções.

INVESTIGAÇÃO - Festa, regada com sexo e drogas ao ar livre em Brasília



Frase"Drogas"

Não entendo como alguem pode ser viciado em drogas, em um mundo que existe chocolate e internet!

Humor:Sexo,aborto e eutanási...

Clique na imagem para melhora a resolução:



Curiosidade: Álcool aumenta a vontade de transar sem camisinha.

O ministério de NOVA adverte: se beber, não transe sem camisinha. Bem, isso você já sabe. Mas, de acordo com um estudo publicado pelo periódico Addiction, a cada 0,1 mg/ml de álcool ingerido aumenta em 5% a vontade de fazer sexo sem nenhuma proteção. Então, segundo os cientistas, se você tomar uma garrafa inteirinha de vinho com 12mg de álcool por ml, vai ficar muuuuuito tentada a não usar nada. Nem precisa dizer que é bom tomar cuidado, certo?

EFEITOS DE ESTEROIDES ANABOLIZANTES SEM CRITERIO DE USO

Aqui mesmo na Bahia Alunos usando Anabolizante

Troca de sexo por drogas e maus tratos do poder público aumentam vulnerabilidade dos dependentes químicos ao HIV na Cracolândia, afirmam coordenadores da ONG É de Lei

No Centro Comercial Presidente, uma grande galeria próxima à Praça da República no centro de São Paulo, há um intenso fluxo de nigerianos e outros estrangeiros de origem africana. Eles dominam, no local, o comércio de perucas e apliques de cabelo. Algumas lojas, essas com proprietários brasileiros, destacam-se também pela venda de discos antigos de vinil.

No quarto andar deste prédio - o ultimo e onde o acesso já não é mais possível pela escada rolante, mas por uma escada de metal estreita - está o Centro de Convivência É de Lei, organização não governamental que desde 1998 trabalha com a perspectiva de redução de danos e riscos junto aos usuários de drogas.

Numa tarde da semana passada, Camila Alencar tinha acabado de chegar da Cracolândia com novas filmagens do local. “Estamos tentando documentar esse processo de expulsão das pessoas que vivem ali na região”, comentou a jovem, uma das diretoras do grupo.

Coordenadora do projeto Ponto de Cultura de Rua, na Rua, pra Rua, cujo objetivo é ensinar linguagem fotográfica e audiovisual aos usuários de drogas e outros interessados, Camila critica a ação policial na Cracolândia. “Isso não vai levar a nada. A Cracolândia não é um lugar. É, na verdade, um grupo de pessoas que usam drogas. Quando forem expulsas dessa região da Luz, elas irão para outros lugares”, comenta.

Assim como Camila, o vice-presidente do É de Lei, Thiago Calil, disse à Agência de Notícias da Aids que o poder público ignora que os usuários de drogas da Cracolândia também são seres humanos.

“É preciso mais tolerância e respeito às escolhas individuais”, defende ele.

Vulnerabilidade na Cracolândia

O crack é uma mistura de cocaína com bicarbonato de sódio ou amoníaco, fumada principalmente em cachimbos de alumínio. Os efeitos são euforia, autoconfiança, energia e poder. Ao fumar, o usuário alcança esses efeitos rapidamente, já que a absorção acontece nos pulmões. Tal característica faz com que o dependente sinta falta da droga em pouco tempo e repita o uso com grande frequência, provocando queimaduras nos lábios e, consequentemente, rachaduras que podem ser porta de entrada para infecções virais durante o compartilhamento do cachimbo.

Thiago Calil, que é psicólogo, começou a trabalhar no É de Lei há oito anos. Desde então, ele tem tido contato com dependentes químicos da Cracolândia.
Para ele, além dos riscos no compartilhamento do cachimbo, as pessoas que vivem nesta região estão expostas a muitos outros fatores que as deixam mais vulneráveis à infecção do HIV. “Os usuários de drogas da Cracolândia, geralmente, dormem pouco, passam fome, estão sempre fugindo da polícia e muitos deles fazem sexo como moeda de troca pela droga”, cita o especialista.

Thiago recorda que em busca da prevenção das hepatites virais e do HIV entre os usuários de crack, o Ministério da Saúde começou, em 2003, a disponibilizar cachimbos de madeira que não queimavam a boca. O material integrava o kit de redução de danos, que continha preservativos, informações sobre drogas e de locais de atendimento. No entanto, a estratégia não obteve êxito. Os usuários rejeitaram o novo material, lembra Thiago, porque não era possível extrair dele a “borra”, resina de crack que fica grudada no metal do cachimbo. “Por ser mais forte, é considerada por muitos dependentes como o recheio da droga”, explica.

Em 2005, depois de consultar especialistas, o Ministério passou então a disponibilizar uma piteira de silicone, que cobre a área do cachimbo em contato com a boca e impede as queimaduras nos lábios. O material é até hoje usado pelo É de Lei nas ações de redução de danos. “Ela atua como uma camisinha para cachimbos”, brinca Thiago.

O psicólogo acredita que assim como ocorreu com a educação sexual preventiva, as discussões sobre as drogas ainda precisam evoluir muito.
“Hoje já é possível falar abertamente sobre sexo nas escolas e com os pais... Mas sobre droga ninguém fala”, finaliza.

É de Lei

O Centro de Convivência É de Lei atende uma média de 15 pessoas por dia. Entre funcionários e voluntários, o grupo atua com 10 profissionais.

Além do projeto Ponto de Cultura, apoiado pelo Ministério da Cultura e Governo do Estado de São Paulo, o É de Lei desenvolve o Projeto de Redução de Danos (PRD), em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde; e o Saúde em Festa, que com apoio do Ministério da Saúde leva prevenção de doenças e educação em saúde a baladas raves.

Viciados fazem sexo em cracolândia no Rio; combate à droga é intensificado na cidade

By:Alexandre

Sexo, drogas e funk nas ruas da zona sul de São José

 

Aaron Kawai

Ruas de S. José são transformadas em bailes funks e reúnem até 500 pessoas, com drogas e até sexo explícito
Bruno Castilho
Bom Dia  São José

Sábado, meia-noite. A rua 11 do bairro Dom Pedro 2º, na zona sul de São José, está tranquila. Em poucos minutos, no entanto, ela se transformará num baile funk, com direito a uso de  drogas, álcool para menores e sexo explícito.
Chegam dois carros tunados. Os motoristas estacionam em cima da calçada, abrem o porta-mala e, nas caixas de  som,  começa o batidão.  Aos poucos o número de carros passa de dois para dez, 20. E, em poucos minutos, a festa ganha grandes proporções -- e só vai terminar com o sol nascendo.
 O baile funk de rua, realizado também no Campo dos Alemães,  reúne centenas de pessoas. Segundo um morador, o do último final de semana teve cerca 500 participantes, dançando de maneira erótica. 
“Tem menina de 12 anos que vem aqui, com saias minúsculas, e que ficam se esfregando nos meninos”, disse a dona de casa N.B.,  de 40 anos.

Interdição. O baile funk de rua tem um ‘rodízio’ de pontos, para evitar a ação policial. Alguns dos pontos mais usados são as ruas 29 e  70 do Dom Pedro, além do Campo dos Alemães. A rotatividade funciona para despistar os policiais e as possíveis denúncias. “Marcam pela internet em um lugar e depois vão pra outro pra evitar denúncias”, disse T.N., 53 anos.
Os moradores relatam que as paredes das casas  tremem com a  força do som que sai das caixas instaladas nos carros.
 “Quando começa a bagunça a gente se tranca dentro de casa e não sai por nada”, disse o morador M.J.N., 42 anos.
É tanta gente no baile funk que os moradores têm dificuldade para entrar ou sair de casa. “Fui em um casamento e, quando voltei, não consegui guardar o carro. Ninguém queria sair da frente”, afirmou A.D.S., 62 anos.

Drogas. O barulho e a bagunça não é o único problema, pois no local acontece também sexo e o consumo de bebidas alcoólicas e de drogas. “Quando termina, a calçada está cheia de caco de vidro, preservativo e outras coisasque a gente não sabe o que é”, disse N.M., 38 anos. A PM já foi chamada e  acabou com a festa algumas vezes. Mas, de acordo com os moradores, os policiais alegam que, na maioria das vezes,  não podem fazer nenhum tipo de autuação porque  os jovens abaixam o volume do som.

PM se cala e prefeitura diz que não sabe de nada
O 46º BPM-I (Batalhão de Polícia Militar do Interior), unidade responsável pelo policiamento na zona sul de São José dos Campos, foi procurado pelo BOM DIA na  tarde de ontem  para comentar o assunto mas não retornou os contatos, feitos por telefone e e-mail. Moradores da zona sul afirmaram que a PM é acionada com frequência para resolver o problema, que, no entanto, persiste.
A reportagem também procurou a secretaria de Defesa do Cidadão da prefeitura, que coordena as políticas públicas voltada para a segurança. A secretaria informou, por meio de nota, que nem a Guarda Civil nem o setor de fiscalização receberam denúncias sobre os bailes funk que acontecem nas ruas dos bairros Dom Pedro 1º, Dom Pedro 2º e Campo dos Alemães.

Prostituição de Luxo


domingo, 12 de agosto de 2012

Como as drogas afetam o sexo de acordo com a ciência ( e usuários)

Sexo, drogas e rock’n roll. Assim como você, eu penso exatamente a mesma coisa quando ouça essa frase: “Será que dá pra fazer essas três coisas ao mesmo tempo?”. Bem, vamos deixar a parte mais simples da equação de fora e nos concentrar no lance sexo+drogas e tentar descobrir o que acontece com sua cabecinha pervertida e com suas ferramentas de diversão* quando você fica legalmente chapado.

Álcool

O que a medicina diz?
Quando tomada em pequenas quantidades é considerada desinibidora e afrodisíaca. Se tomada em grandes quantidades, embora possa provocar o desejo sexual, ela acaba com o desempenho, pois inibirá a resposta sexual, como a perda da ereção, por exemplo. Com o uso por tempo prolongado, provocará diminuição no desejo, rebaixamento do nível do hormônio testosterona e bloqueio ejaculatório.
O que os usuários dizem?
Mone:
“Um pouco de bebida pode desinibir e deixar a pessoa mais relachada, mas se a quantidade for maior pode prejudicar a relação, pois o nosso corpo passa a funcionar mais lentamente e isso pode interfeir no desempenho sexual, é mais ou menos como beber e dirigir”.
MorenaSC…:
“Bebida deixa a pessoa mais cara-de-pau, estimula o prazer, o desejo, entre ambos!! Com certeza, pelo menos entre eu e meu namorado sim!! Porque já fizemos algumas loucuras sexuais quando estavamos um pouco alcoolizados, e posso te garantir que foi muuuuito bom!!
Bom fim de semana, fica com Deus!!”

fofinha
“Eu adoro um vinho antes me deixa mais desinibida e a vontade claro que ninguém merece transar com um pessoa extremamente alcooliza-da, mais umas taças de vinho antes da relação é miuto bom!”
Então, qual é a real?
Por afrodisíaca entenda “baixa seus níveis de exigência drasticamente”. Desinibir não significa apenas se sentir mais confortável pra conversar com aquela gostosa, significa se tornar mais impulsivo e tomar atitudes que você não tomaria se tivesse condição de pensar não duas, mas uma vez.
No que se diz a performance, assim como em todas as outras drogas que veremos, varia de acordo de quanto você chapou. Bebeu moderadamente, não vai afetar grande coisa, mas convenhamos, quem é que faz isso? Chapou pra valer? Então as coisas podem não ser tão boas. O álcool afeta concentração, coordenação e resposta sexual. Significa que você pode dormir sobre seu parceiro, brochar ou trepar por um longo tempo sem conseguir grandes resultados. Acordar em uma poça de vômito sem saber quem é a pessoa roncando do seu lado também é uma possibilidade.
Cocaína

O que a medicina diz?
Provoca o desejo sexual nas primeiras vezes que é usada, mas geralmente, seguida de depressão. Em forma de pó e aspirada pelas narinas ou injetada, a cocaína com o tempo, acaba com o desejo sexual nas mulheres e compromete a fase do orgasmo. Nos homens, afeta a manutenção da ereção. Pode ocorrer também um efeito contrário, com uma ereção prolongada e muito dolorosa.
O que os usuários dizem?
Anônimo:
“nossa vo ti fala uma coisa....

a mina tem que ser a mulher melancia pá dá tesão...

por que na briza do pó....num dá vontade nem fodendo...”
Euzinha:
Eu sei como eh
o cara BROCHAAAA
MMatthew:
“efeio broxante nao to brincando”
Sharon Stone:
“É louco, mais principalmente pra mulher , agente tem que ter muito cuidados porque sempre tem alguém querendo a proveitar da situação que estamos loucos , pra transarem sem camisinha, então eu falo é bom demais mais tem que usar camisinha.é alucinante até hj não esqueço foi a melhor fodaaa começo no guarujá e terminou na anchieta,.kkkkkkkk
( é o unico que na hora que me ligar eu estou pronta pois foi demais nossaaaaaaa)”
Então, qual é a real?
Essa aqui é bem polêmica. Como você pode ver pelos depoimentos dos nossos colegas, existe uma ala de pessoas que considera o pó um energético físico e mental, e também um turbo sexual.


É, quase isso.
Mas há também aqueles que descrevem a diminuição de potencia em seu órgão sexual com a singela definição de “carne morta”. Talvez, por que ao contrario do que panfletos evangélicos nos querem fazer pensar, os efeitos de qualquer droga não são exatamente os mesmo em todas as pessoas. A cocaína tem uma ação complexa. É estimulante no inicio, mas deprimente após algumas horas. Então, se você vai trepar como uma lebre ou como um panda (pandas não curtem muito o lance, né? É por isso que eles estão em extinção, certo? Eu não consegui pensar em outro exemplo de animal que não curta a brincadeira...) depende da dose que você usou e de como seu corpo vai reagir.


Ecstasy

O que a medicina diz?
Proporciona sensação de bem estar, euforia, e facilidade no relacionamento interpessoal. Apesar da sensação de excitação, acredita-se que pode perturbar a performance sexual.
O que os usuários dizem?
Black Cat:
“Sexo com ecstasy é incrível, mas não diminui o prazer do sexo sóbrio. Não há palavras para descrever sexo com ecstasy, mas não dá pra fazer todos os dias, é muito intenso às vezes”.
Fadi
“Sexo com E é INCRIVELMENTE DELICIOSO. Eu não estou dizendo que E me deixa mais excitado, mas com certeza me faz apreciar o sexo muito mais”.
Vicenzoog01
“Nem tente isso, a não ser que você queira ter uma ereção que dura 6 horas (acredite, começa a doer bastante após 3 horas)”
Então, qual é a real?
O que me surpreendeu na pesquisa foi ver que as pessoas não discutiam se a bala melhora ou piora uma transa, e sim se faz o sexo sóbrio se tornar um tédio pro resto da vida. Então... é, acho que o lance tem alguma mágica.

Esse tipo de mágica
Nem os especialistas sabem dizer quais são os efeitos da droga em longo prazo, por ela ser relativamente nova e de pouco potencial viciante. Então se você a usa com freqüência, parabéns! Você é uma cobaia para o resto de nós. Mas o que sabemos é que os efeitos sensoriais e a euforia produzida tendem aumentam a intensidade da experiência, mas não há algum tipo de ganho de potência. E quanto a essa ereção de 6 horas? Uma palavra: priapismo, cara. Procure um médico.
LSD
Aqui rolou um lance chato. Não existe nada sobre ácidos no site das Garotas de Programa de BH. Parece que viagens alucinógenas não são muito populares na selvagem noite mineira. Por isso tive que recorrer a uma fonte menos segura, um tal de Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas”.
O que a medicina diz?
O usuário de LSD, sob o efeito da droga, tem as sensações centradas no "eu", não dando atenção a nada que não faça parte dele. Assim, caso ocorra um envolvimento sexual, o parceiro passa a ser mero suporte. O usuário não consegue estabelecer um vínculo emocional com seu parceiro.
O que os usuários dizem?
Mo:
“É difícil conseguir uma ereção sob o efeito de ácido, mas se você conseguir uma, você pode transar pra sempre e não ter um orgasmo, como se você não sentisse nada”.
Então, qual é a real?
Como vocês viram, não há muitas aspas sobre o assunto, então há uma certa razão no que diz esse tal de Centro. Aparentemente LSD não é comumente associado com sexo, o que é surpreendente, pois sempre achei que as pessoas gostariam de beijar o céu em meio a uma névoa púrpura enquanto tem orgasmos.

Imagina ver isso com o seu pinto dentro de alguém
Mas novamente, não é tão simples. LSD é uma das drogas mais imprevisíveis e inexplicáveis pela ciência. Ninguém pode dizer se você vai ter uma brisa agradável ou se vai fritar feito Syd Barret, não importa o tamanho de sua dose, nem se é a primeira ou a décima vez que você usa. Fisiologicamente não há nada que te impeça, mas o mais provável é que você prefira refletir sobre a Mãe Gaia embaixo de uma árvore do que tentar ter um orgasmo cósmico.
Maconha

O que a medicina diz?
Usuários costumam sentir maior desejo e o prazer sexual aumentados. Com o uso prolongado diminui os níveis de testosterona e a taxa de espermatozóides. No campo psicológico, acredita-se que o efeito da droga esteja diretamente ligado a expectativa que a pessoa tenha sobre o que vai sentir. Talvez por isso e pela perda de noção de tempo que o usuário de maconha é acometido, faça com que acredite e sinta que o desempenho sexual dele tenha sido melhor e mais prolongado.
O que os usuários dizem?
Lua:
“Eu a usei por 5 anos. e me arrependo muito. o meu ex namo nao tinha muita vontade de tanto que fumava!”
Bauru SP:
“Lá se vão quatro anos e até hoje nada me aconteceu. Mas que inibi a vontade ao sexo isso posso lhe garantir”.
Deconha:
“Maconha não tira vontade de fazer sexo nem deixa brocha. O que pode acontecer é o cara ficar nervoso ou ficar viajando muito e não conseguir ter ereção por motivos psicológicos, principalmente se o cara não tem costume de fumar muito ou ser tímido”.
Então, qual é a real?
Novamente, é mais relativo do que tentam fazer parecer. Algumas pessoas são mais afetadas pela maconha do que outras. Você pode apenas se sentir levemente relaxado ou ficar encarando uma nuvem se desfazendo no céu pela tarde toda. O lance de aumentar o desejo e o prazer é papo furado. É a mesma coisa que o álcool, você fica mais desinibido apenas. Se o efeito for suave, você vai ter uma trepada com sua percepção levemente alterada. Se for pesado, você e seu parceiro têm mais chances de acabar discutindo por horas sobre qual brinquedo era mais legal, lego ou playmobil, do que na cama.
Sobre essa pegada de causar esterilidade... eu não sei, provavelmente decorreria por anos de uso abusivo, eu quero dizer, FUMAR ESSA PORRA TODOD DIA POR UNS 40 ANOS para que algo assim realmente acontecesse. Se eu tenho algum argumento que sustente isso. Bem...

Esse cara teve 11 filhos

Sexo e Drogas no meio da Rua

By:Alexandre

By:Alexandre

By:Alexandre

Drogas e efeitos sobre a sexualidade: o papel do tipo de droga e do sexo


Figura 1: A mandrágora. Essa raiz era utilizada na Antigüidade como afrodisíaco pelos egípcios. Durante a Idade Média possuía a mesma finalidade e seu consumo era associado à prática da bruxaria. Sua semelhança com o corpo humano fez com que o homem medieval pensasse que nela residia um espírito maléfico. Para acalma-lo, esperma e menstruação humanos eram depositados ao seu redor antes da colheita. Para evitar o contato com a planta, cordas eram amarradas ao pescoço de cães que arrancavam a raiz do chão [ilustração à esquerda].



Figura 2: O ecstasy, conhecido como 'a droga do amor', devido sua capacidade de aumentar o desejo e o prazer sexual entre seus usuários.



Figura 3: Porcentagem de indivíduos do estudo que responderam "sim" ao item 10 da entrevista: "É mais provável eu fazer sexo quando estou sob efeito de minha droga de escolha."




O efeito das drogas sobre a sexualidade sempre gerou curiosidade entre as pessoas. Sua influência positiva sobre o desejo, as fantasias e as práticas sexuais povoa o imaginário humano há séculos (figura 1). A ação das drogas sobre o comportamento sexual é algo bem documentado pela literatura especializada: o consumo de álcool e de outras drogas aumenta a freqüência de parceiros sexuais casuais e a chance de uma prática sexual de risco, isto é, sem medidas de proteção, como a camisinha.

Usuários de álcool acreditam que a substância melhora o desempenho sexual. Usuários crônicos de opiáceos (heroína) relatam experiências opostas. Consumidores de estimulantes crêem no aumento da atividade e do desempenho sexual, além da potencialização da libido e das sensações de prazer. O ecstasy é denominado 'a droga do amor'. A cocaína, tida como capaz de aumentar e retardar a chegada do orgasmo numa relação. Os estimulantes estão associados ao aumento da freqüência sexual e da prática de sexo sem proteção. Por outro lado, usuários crônicos da substância apontam para a diminuição do interesse e do desempenho sexual.

O entendimento da relação entre drogas e sexualidade é um aspecto importante para o processo de tratamento: a piora do desempenho sexual após a abstinência pode ser um fator preponderante para a recaída. Além disso, a associação entre orgasmo e fissura pelos usuários pode fazer com que a prática sexual facilite o retorno ao consumo.

Para investigar esses aspectos, os autores entrevistaram 464 usuários de substâncias psicoativas (álcool, opiáceos, ecstasy e cocaína) de diferentes orientações sexuais. A idade média dos participantes era de 38 anos.A maioria dos usuários de opiáceos relacionou o consumo de heroína à redução do desejo sexual (libido). Além disso, a prática sexual não representou um motivo para recaída entre esses indivíduos. O ecstasy foi a substância mais relacionada ao aumento da atividade e do prazer sexual. A cocaína e o álcool ocuparam posições intermediárias.

Quanto ao sexo sem proteção, os usuários de opiáceos foram os que se mostraram menos propensos ao sexo sem proteção (mesmo sob influência da substância) ou à busca de outros parceiros além do seu original. Os usuários de ecstasy foram os que mais fazem sexo quando utilizam a substância.

Tanto os homens quanto as mulheres sentem-se mais propensos à prática sexual quando sob efeito de estimulantes. Essa afirmação é mais comum entre os homens do que entre as mulheres usuárias de cocaína. Já entre os usuários de ecstasy, não houve diferença entre os sexos. O aumento do desejo sexual é percebido por pouquíssimos usuários de opiáceos, não importando o sexo. Os usuários de álcool ocuparam uma posição intermediária, sem diferença entre os sexos.

Os resultados mostram que a relação entre drogas e sexo é um problema importante para os usuários de drogas e que a natureza e a severidade destes problemas variam de acordo com o tipo de substância e o sexo. Os usuários de ecstasy são os que possuem maior associação, não havendo diferenças entre os sexos. O mesmo se repetiu com os usuários de cocaína, porém com menor intensidade. Além disso, isso não parece ser regra entre as usuárias da substância. Os resultados do presente estudo apontam para a necessidade de valorizar os aspectos da sexualidade para melhorar as chances de sucesso no tratamento destes indivíduos.

By:Alexandre

Drogas e Comportamentos Sexuais de Risco

associação entre o consumo de drogas e a atividade sexual é freqüentemente considerada um só comportamento. Para muitos indivíduos, o consumo de drogas naturalmente leva à prática sexual. Há ainda, a idéia de que o prazer do ato sexual é potencializado pela ação de substâncias químicas. Tais crenças parecem ser confirmadas por relatos históricos

FIGURA 1: O consumo de drogas relacionados ao prazer sexual aparece nas ilustrações acima. Três egípcias [à esquerda] seguram mandrágoras, utilizadas com propósitos afrodisíacos. Numa celebração sensual [ao centro], Dionísio encontra-se recostado, coroado com papoulas e segurando um tridente cujo formato lembra os frutos da mesma planta. Por fim, uma indiana em posição deleitosa [à direita] é observada por outra, enquanto consome haxixe em seu narquilê.
hindus utilizavam a maconha e a datura com os mesmos propósitos. O vinho e o ópio estiveram presentes nos cultos dionisíacos da Grécia Antiga (figura 1).

O consumo de drogas, inicialmente restrito a determinadas culturas, se popularizou e se generalizou por diversos países nos últimos trinta anos, principalmente entre as faixas etárias mais jovens2. Atingindo proporções dignas de um problema de saúde pública (principalmente o álcool e o tabaco), são responsáveis por boa parte da morbidade e da mortalidade passível de prevenção nos dias de hoje3.

 

FIGURA 2: "Faça amor, não faça guerra". A liberação sexual dos anos 60 e 70 influenciaram definitivamente a sexualidade ocidental. O amor livre como um direito individual, imune a normas e a convenções sociais, apareceu a partir dessa época. A idéia de que ele também deveria ser protegido (e nem tão livre assim...) aparecerá nos anos 80, com a chegada da AIDS.
Concomitante à popularização do consumo de drogas, o mundo Ocidental viveu um período de grande liberação sexual, precedida pelo desenvolvimento da pílula anticoncepcional, que liberou os indivíduos para a prática do sexo recreacional. Novas modalidades, tais como o cybersex (sexo pela internet) e o sexo virtual, apontam para novas fronteiras na exploração e entendimento da sexualidade humana4. Tratada com timidez e reservas pela saúde pública durante um longo tempo, a sexualidade passou a receber grande atenção desta após o surgimento da AIDS nos anos 80. A chegada da AIDS repercutiu definitivamente sobre as forças sociais, econômicas e culturais que influenciam diretamente as práticas sexuais e a sexualidade dos indivíduos5. Desde então, a combinação de sexo e consumo de drogas, resultando na prática sexual de risco, vem sendo objeto de preocupação e interesse entre os pesquisadores e agentes de saúde pública de nosso tempo.

Acredita-se que a ação das drogas, capaz de causar desinibição e aumento do desejo sexual, deixe os indivíduos (em especial os adolescentes) mais propensos a práticas sexuais de risco. Alguns estudos mostram que apesar dos adolescentes iniciarem sua vida sexual antes do consumo de drogas6 e saberem claramente as formas de transmissão do HIV7, pouco alteraram seu comportamento sexual para fazer frente à infecção8-9. Além disso, adolescentes que iniciam o consumo de drogas em fases mais precoces10 ou concomitante à prática sexual6 mostram-se ainda mais propensos a práticas sexuais de risco. Esse panorama é mais acentuado em alguns países em desenvolvimento, onde o sexo de risco (sem proteção e com múltiplos parceiros) representa a maior causa de doenças infecto-contagiosas entre adolescentes11.


FIGURA 3: O HIV. Após do seu aparecimento as atitudes perante o sexo, as drogas (e até o rock ‘n’ roll!) nunca mais foram as mesmas.


FIGURA 4: AIDS não tem rosto. Apesar de cientes dos modos de transmissão da doença, muitos indivíduos ainda se acham capazes de identificar aqueles em situação de risco. FONTE: Auto-retrato com máscaras [detalhe] James Ensor (1899).
 
Há alguns motivos para a ausência de mudança7: Muitos adolescentes não se consideram em situação de risco. Muitos heterossexuais acreditam poder distinguir quem está suscetível ou não à infecção. Muitas mulheres acabam pressionadas a aceitar (e cedem) o não-uso da camisinha por seus parceiros. Por fim, muitos heterossexuais tomam atitudes apenas à frente daquilo que aprenderam ser uma situação de risco. As drogas e o álcool, utilizados por adolescentes com tais concepções, adicionam um risco a mais, dentro de um contexto potencialmente causador de complicações.

Alguns estudos com usuários de álcool12-13, cocaína14, maconha15-16, anfetaminas17 e ecstasy18-20 deixam claro a existência de uma relação entre a presença do consumo de drogas e o aumento da incidência das práticas sexuais de risco e da infecção pelo HIV. Tais estudos, por outro lado, investigaram populações (delinqüentes, estudantes...) ou situações (homossexuais que freqüentam raves) específicas capazes de possuírem outros fatores para o sexo de risco. Não deixam claro, assim, se há uma relação de causalidade, isto é, se o consumo de drogas por si só leva ao aumento do risco, ou se este é mais uma faceta da vida social destes indivíduos, marcada por diversos comportamentos de risco21-22.

É possível que traços particulares da personalidade, tais como o grau de preocupação individual acerca das normas e opiniões gerais da sociedade, possa também influenciar a quantidade de parceiros e o consumo de substâncias psicoativas22. O consumo de drogas de fato leva à desinibição, mas é importante considerar que anteriormente ao ato do consumo, já havia o desejo (e a intenção) do intercurso sexual. Reduzir a questão à primeira frase responsabiliza uma substância pela ocorrência de ato genuinamente humano.

Alguns estudos22-24 apontam para conecções prováveis entre o consumo de drogas e a ocorrência de encontros sexuais: [1] o álcool e as outras drogas promovem comportamentos de riscos por alterarem temporariamente as percepções de risco e beneficiarem imediatamente as ações de recompensa; [2] o consumo incidental de álcool e drogas, facilita interações que levam ao sexo, onde a intenção do encontro já existia previamente; [3] os encontros que potencialmente levam ao sexo acontecem em bares e casas noturnas. O álcool e as drogas, coincidentemente, estão disponíveis nesses locais. O álcool é parte estabelecida das interações sociais no Ocidente. Desse modo tais substâncias, por si só, não alteram um comportamento sexual latente; [4] muitos utilizam drogas deliberadamente para relaxar, tendo em vista a aproximação com alguém que pretendem estabelecer um relacionamento. [5] indivíduos propensos a comportamentos de risco podem, coincidentemente, utilizar álcool e outras drogas. Todas essas colocações parecem ser relevantes e devem ser consideradas em conjunto.

 

Desse modo, abordar o consumo de drogas visando à prevenção o sexo de risco, deve necessariamente passar pelo entendimento do contexto social e cultural nos quais tais drogas são prescritas, administradas e utilizadas25. Só assim será possível produzir um discurso ressonante com a mentalidade dos diversos grupos expostos ao risco de contágio por doenças sexualmente transmissíveis. Um discurso livre de reducionismos científicos e ‘achismos’ de fundo moral.









FIGURA 5: A rave. A influência de fatores sociais, psicológicos e ambientais também expõe as pessoas a comportamentos de risco, inclusive ao sexo sem proteção.

FIGURA 6: Cada um possui seu estilo de relacionamento, fantasias e desejos sexuais. Para estabelece-los e realiza-los buscam determinados locais. As substâncias químicas podem estar inclusas em tais desejos e presentes nos locais escolhidos. Mas além delas, pode haver outros comportamentos igualmente ou ainda mais causadores de risco, tais como a crença de que não pegarão AIDS, que a camisinha atrapalha a relação sexual ou que sugeri-la afastará o parceiro ou parceira desejado. FONTE: Ilustração criada a partir da pintura "A Esfinge" (Fernand Khnopff ~ c. 1892